Postado por Malibu em Mar 4, 2010 como
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Os Cães estão meio sumidos nesse 1º semestre de 2010. Depois da nossa festa auto-beneficente, decidimos trocar a grana do disco por passagens de avião e nos mudar pra Jamaica. Com o dinheiro que sobrou, compramos meio kilo de Jah! E agora cantamos com Sá e Gurabira: “O setão vai virar mar, Jah no coração, o medo que algum dia Jah também vire sertão.”
Acontece que nós temos problemas sérios com drogas leves. Se fosse crack era de boa, mas maconha deixa a gente mucho loko! Então só conseguimos fumar metade do que a gente comprou, aí resolvemos trocar os meio-meio kilo que sobraram por dois cavalos. Como não tinhamos nada pra fazer lá, começamos treinar os bichos para se tornarem bons corredores. Fizemos uma maratona e assistimos Carruagem de fogo 11 vezes, isso deu base para que ganhassem as principais corridas do CJCCeM (Circuito Jamaicano de Corrida de Cavalos e Maconha).
Depois de ficarmos ricos explorando cavalos inocentes e deliciosos, sentimos falta do bom e velho crack brasileiro e resolvemos comprar passagens de volta para o Brasil. Com a grana que sobrou (coincidentemente o mesmo valor que tínhamos antes de ir pra Jamaica), resgatamos a idéia de gravar nosso primeiro álbum. É isso que temos feito atualmente, trabalhando nessa meta.
No próximo sábado começaremos a trabalhar todos os arranjos das suas músicas favoritas. Aguardem ansiosos, porque dentro de alguns meses traremos boas musicas para serem degustadas pelos ouvidos mais sensíveis e paudurecer até as moças mais femininas.
Aproveito pra mandar fotos do caso amoroso entre o 37 e o Gigopepo:

Amor

Momento axé com Claudinha Leite
Beijo de cão no outro cão, também conhecido como cheira cu.
Postado por fdinamite em Jan 7, 2010 como
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Em japonês, russo e tupi-guarani, a expressão Lucha Libre significa HONRA. Como isso é possível? É muito simples.
No início dos tempos, o homem precisava lutar para sobreviver. Lutar por comida, lutar por mulheres, lutar por tudo… e por nada. Por esse motivo foi criada a Associação Montezuma II de Lutas, com os guerreiros mais fortes de Tijuana – possivelmente, os mais fortes de todo o Universo.

Até dois anos atrás, o grande campeão da Associação era El famoso Chupa-Cabras, um luchador honesto, íntegro, reto, digno e, principalmente, um devoto fervoroso de nossa senhora de Guadalupe. Porém, todo o dinheiro e vida mansa amoleceram o campeão, que enfim foi brutalmente derrotado por seu maior rival, um magnata da construção civil, advogado inescrupuoso e luchador de Lucha Libre nas horas vagas. Um demonio endinheirado conhecido como El Diablo Mason!
Usando seus poderes de sedução (ser rico) e advocacia (ganhar mais dinheiro), El Diablo Mason tirou de El Chupa-Cabra não apenas o título de campeão, mas também todos seus pertences e até mesmo sua linda esposa.
E agora sem trabalho, sem dinheiro e sem o amor da sua vida, depois de um ano de depressão profunda, drogas pesadas e uma quase-conversão ao protestantismo, El Chupa-Cabras usa a única arma que lhe restou: sua fé! Assim, em uma ato grandioso de coragem, El Chupa-Cabras desafia Diablo Mason pra uma revanche, pela honra de seus testículos e pela liturgia da SANTA IGREJA CATHOLICA!
Assista HOJE, sete de janeiro de 2010, a resolução dessa terrível contenda. Tudo isso (e MUITO mais) você só encontra no Cães Aid, muliéque!
Tags: caes aid, lucha libre
Postado por Malibu em Jan 6, 2010 como
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Hoje recebemos uma triste notícia que abalará o coração de muita gente bonita nesse meu Brasil: The Hell’s Kitchen Project não toca mais no Cães Aid.
Aparentemente Buda, baterista da banda, teve os dois braços brutalmente arrancados em um acidente envolvendo, crack e travestis vietnamitas. Sendo assim, ele não está em condições físicas de tocar bateria ou executar qualquer ação que necessite de braços.
Long Ming, um dos travestis envolvidos na tragédia, informou que o ocorrido não passou de uma eterna viagem de crack rumo à Brasília. Já Buda, vítima dessa situação, não foi encontrado pela nossa redação para confirmar os fatos, e como já é de conhecimento geral, quem cala consente.
A boa notícia é que os braços desse pobre rapaz foram encontrados essa tarde, apresentando leves sintomas de embriaguez. Apesar dessa dura e triste separação, com o baterista e a banda Hell’s Kitchen, a dupla resolveu se juntar e montar um novo projeto paralelo denominado: FadaRoboDuo.
Os agora ex-braços, Porquinho e Chico, se juntam para alegrar a festa que marcará a história do mundo, e d’A Obra, fazendo uma edição reduzida especial de ano novo da banda belorizontina FadaRobocopTubarão.
Então não percam. Cães do Cerrado e FadaRoboDuo no Cães Aid. O evento mais filantrópico desde o Criança Esperança.
Ps. Estamos na torcida para que os braços do Buda cresçam novamente e o grupo retome seu caminho de sucesso e travecos.
Tags: caes aid, fadarobocoptubarão, fadaroboduo, Hell, hells kitchen, show
Postado por Gigopepo em Dec 31, 2009 como
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AH! O ano de 1997, quantas lembranças! Quantos momentos inesquecíveis!
Quem não se lembra da maravilhosa vitória do Brasil na copa das confederações? Do Lançamento de Final Fantasy VII, a condenação de Guilherme de Pádua pelo assassinato daquela menina que era filha daquela outra moça, o primeiro episódio da série Buffy com Sarah Michelle Gellar, estreava também o programa Planeta Xuxa e o saudoso papa João Paulo II fez sua última visita ao Brasil.
Foram muitos momentos maravilhosos que passaram nesses últimos os 13 anos.
2010 promete. Então gostaria de desejar, em nome de todos os Cães um feliz ano novo!
E que 2010 seja lembrado da mesma maneira que 1997! O ano que Titanic fez um tremendo sucesso!
BEIJOS!
Tags: #CFE, Cães do Cerrado, coletivo pegada, fora do eixo, Fora do Eixo Minas, goma, jambolada, sepultura, uberlandia
Postado por lixoecorrupcao em Dec 10, 2009 como
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Há não muito tempo recebi um arquivo .docx que não consegui abrir. Depois descobri que o .docx era uma extensão do Microsoft Word 2007, que é incompatível com as versões anteriores do Word. Apesar de a maioria das pessoas não terem a versão mais recente do Microsoft Office, eu observava com muita frequência colegas passarem a outros documentos .docx, apresentações .pptx e esses não podendo ser abertos.
No final de novembro deste ano (2009), fui como curioso ao “2ª Festival de Software Livre de Belo Horizonte” onde assisti a várias palestras, inclusive uma que me instigou bastante de título “Padrões abertos e informação livre”. Padrão aberto é um formato que pode ser executado em qualquer software relacionado a esse tipo de arquivo sem que haja royalties ou outras taxas. Por exemplo, o padrão aberto para documento de texto é o ODF, formato que pode ser salvo e aberto no OpenOffice, no Microsoft Word, etc…).
A palestra também enfocou bem os principais problemas em se utilizar um padrão proprietário. Um desses problemas é o término de sua fabricação, ou que versões recentes do software tenham novas extensões que não são executadas por versões anteriores do mesmo software (como ocorre com o Corel Draw e os programas da Microsoft Office). Além de não ter esse tipo de entrave (que nos torna dependentes da boa vontade dos fabricantes), um padrão aberto permite que um mesmo arquivo possa ser aberto pelo software que o usuário preferir. Ao salvar algo num padrão aberto, você também se certifica de que seu documento poderá ser executado por qualquer um, já que há softwares livres gratuítos à disposição de todos. Com isso, há maior democracia e inclusão digital.
Entre os formatos de música, o bem conhecido mp3 não é um padrão aberto. Para gravar arquivos nessa extensão. Seria necessário ter uma licença com a autorização da empresa que desenvolveu o mp3. Até mesmo a poderosa Microsoft, símbolo maior dos softwares proprietários, foi processada por usar mp3 e teve que pagar uma indenização de 1,5 bilhões de dólares.
Esse tipo de problema legal possivelmente nunca afetaria um usuário comum, mas eles criam a cultura de que indivíduos ou empresas que desenvolvem software multimídia devem temer processos judiciais. Enquanto que os padrões abertos colaboram com a cultura da cooperação, da liberdade e da coletividade.
Os padrões abertos para arquivos de música são o FLAC (formato sem compressão, tem a melhor qualidade entre os formatos digitais) e o Ogg (formato comprimido, equivalente ao mp3). O Ogg tem qualidade tão boa quanto o mp3, podendo comprimir para tamanhos ainda menores e é completamente livre de patentes, tendo todas as vantagens de um padrão livre.
Então, experimente ouvir uma música em formato Ogg. Em www.caesdocerrado.bandcamp.com você pode fazer o download de uma música ou de todas na extensão que desejar.
Tags: fslbh, II festival de sofware livre de bh, mp3, ogg, padroes abertos, software livre
Postado por Malibu em Nov 19, 2009 como
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Você já baixou música hoje? E dos Cães, já baixou alguma na vida?
Música é pra baixar, ouvir, rodar e explodir jovens mentes sensíveis. Vai lá no caesdocerrado.bandcamp.com e baixe as baladas românticas do “Feio, Sujo, e Barulhento!” finalmente livres para download.

Perguntas frequentes:
1 – Porque não tava liberado antes, sendo que elas já estão lá há algum tempo?
Achávamos que daria pra trabalhar mais nelas, mas decidimos parar de fazer merda e tocar pra frente a idéia do álbum completo, com muito mais músicas, incluindo versões remasterizadas, remixadas e regravadas desses demo-hits que todo mundo do Brasil já conhece.
2 – Eu vou gostar?
Claro! Palavra de escoteiro.
3 – Eu se eu não gostar?
Fica tranquilo que você vai adorar!
4 – Sério! E se eu realmente não gostar?
Então entra aqui ó!
Tags: #quintadapirataria, Álbum, Download, Feio, Fresno, sujo e Barulento!
Postado por Gigopepo em Nov 16, 2009 como
Merdas,
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Nós temos uma seção no nosso flickr apenas com artes criadas pelos integrantes da banda. Atualmente só contém coisas minhas, mas futuramente vai ter uns desenhos de folha de caderno do Lixo e Corrupção, uma tatuagem do Alcatraz, uma pintura feito com a bunda do Malibu e talvez uma performance do Trinta-e-Sete.
Eu sugiro a todos que visitem nosso maravilhoso flickr por aqui ou aqui. Ele também é atualizado sempre depois dos nossos shows, então se você estava na plateia e quer ver se tem alguma foto sua não vá lá, só tem foto nossa (tirando uma do Leo Bryan e do Hugão pq, além de terem tocado no Cães, eles são nossas groupies oficiais – além da Stephanie e da Babi).
E quem sabe um dia a gente não imprime algum desses posters e vende? Quem sabe.
Beijos!
Postado por lixoecorrupcao em Nov 3, 2009 como
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A Caravana da Alegria – Dia 23 de outubro, sexta-feira, noite
Após esperar anciosamente, durante toda a semana, inicia-se a nossa jornada rumo ao Jambolada e às outra maravilhas da mística Uberlândia de Danislau. Às 23:30 iria sair da entrada do Palácio das Artes, em BH, um ônibus com o pessoal dos coletivos Pegada, Fórceps, Anti-Herói, Retomada, A Margem, Mogoteca, Vatos, Semi-Fusa e das bandas 4instrumental, Graveola e o Lixo Polifônico, Cidadão Comum, Manolos Funk e Cães do Cerrado – ou seja, uma puta galerinha da pesada. Aproveitando uma carona, cheguei no local combinado, na compinhia de minha irmã, às 22:00, sendo nós os primeiros a chegarem. Lá havia umas simpáticas mulheres de no mínimo ¾ de idade que aguardavam um ônibus para uma clássica excursão a Aparecida do Norte. A partir das 23 horas começaram a chegar as outras pessoas. Quando o Gigopepo (dos Cães) viu que era um ônibus executivo ele ficou muito feliz, pois pensara que iríamos num 1207 da vida. O pessoal dos Cães (me incluo) combinou de ficar no fundão, que é o local usal da turma da bagunça. Quem não gostou foi minha irmã que alegou que, por estarmos perto do banheiro, sofreríamos com o odor fétido das excretas alheias – mal sabia que do banheiro a fragância exalada seria das ervas loks da rapeize.
Durante o translado da ida, a minha principal diversão foi relembrar os clássicos do “É o Tchan” com o Charchar (do Pegada)… quanta perspicácia teve o autor de “Essa é a mistura do Brasil com o Egito / Tem que ter charme pra dançar bonito”. Depois disso, apaguei geral, assim como a maioria dos outros tripulantes. Acordei numa primeira parada, que assim como a segunda, não teve nada de especial, exceto por um poster que anunciava “o ônibus mais seguro do mundo”, que aparentemente era igual a qualquer outro.
Bom dia e prepara-se para a piração – Dia 24 de outubro, manhã
O sol já havia começado a raiar quando adentrávamos em Überland. O busão pára em frente ao Acrópole (o faraônico local onde acoteceriam os shows desse dia). Lá tive uma idéia do que nos aguardava. Ver aquele lugar enorme levantou minha moral. A partir daí comecei a entrar em taquilalia, falava sem parar. Nisso, enchi o saco do 37 (que nem havia acordado), do Gigopepo, contei pra Stephanie um sonho absurdo em que eu estaria no meio de um combate entre esporpiões e aranhas caranguejeira e pedi à Sté (que já cursou há algum tempo uns períodos de psicologia) para interpretá-los.
Fomos para a porta do Hotel onde teríamos de esperar até o meio-dia quando começaria a nova diária. Nisso, quase todos foram ao Espaço Goma para conhecê-lo. Porém a galera dos Cães, que já conhecia o Goma (e algumas outras verdades da vida), decidiu ficar numa lanchonete tomando o café-da-manhã e trocando uma idéia numas mesinhas voltadas para a rua. Nisso chega o Malibu (morimbundo de sono) que estava desde quarta-feira em Überland para as discussões do CFE. Pouco depois aproxima-se da nossa mesa o Luis Gabriel do Graveola, brother muito sangue, que sentou-se conosco e trocamos uma idéia fina sobre vários assuntos incluindo – não sei porquê – a legalização da Cannabis.
Nessa mesma lanchonete, eis que aparece uma professora de meia idade que ficou falando que o cabelo do Malibu “é o must”. Alguns minutos após sair, ela retorna trazendo 8 de suas alunas, a quem nos apresentam como “os músicos”. Apesar de muito simpáticas, elas tinham 12 anos (que tipo de professora é essa?). Nesse mesmo instante, chega a galera que tinha ido ao Goma dizendo que estava paia ficar num ambiente fechado naquele calor do Triângulo Satânico Mineiro®.
Os quartos do hotel ainda não estavam disponíveis e eu estava quebradaco. Pra descançar, botei a cabeça na perna do Alcatraz e mandei um bodosso federal em plena praça.

(Foto por 37)
Com a liberação dos quartos, subimos com nossos pertences (a roupa do corpo, uns carapatos e uns intrumentos) e descançamos por alguns minutos. A galera dos Cães se dividiu em dois quartos. No meu ficaria também o Malibu, o 37 e a Babi. No outro, o Gigopepo, a Stephanie, o Alcatraz e minha irmã. Descemos para almoçar e no caminho o Gigopepo me falou que havia brigado com sua namorada (a Stephanie) e me perguntou se, por conta disso, minha irmã poderia dormir na mesma cama que o Alcatraz para que o Gigo não precisasse dormir com a Sté. Eu calmamente disse que eu poderia trocar de quarto com o Alcatraz e, assim, eu dormiria com minha irmã. Uma hora depois, Gigopepo confessa que tudo fora inventado para despertar minha ira. Mal sabia ele que eu já era veiaco.
Após bater um bodosso revigorante, vestimos nossas piores roupas e descemos para irmos ao Acrópole.
Perfeição é igual a Aniquilação – Dia 24 de outubro, noite
Quando chegou a van que nos levaria ao Acrópole, vi nela o Jack, percurcionista pirado do Porcas Borboletas, que já conhecia de BH. Conversamos de leve no caminho.
Então chegamos ao Acrópole. Puta que pariu: que deslumbre! O lugar é do caralho! Dois palcos muito bons, uma área externa bem legal, uma estrutura também foda. Puro tesão! A primeira banda foi a Áura de Divinópolis; então começamos o quebra pau e alopramos ao extremo. Outras bandas que eu curti mito no sábado foram o 4instrumental de Sabará, o Porcas Borboletas e, inevitavelmente, o Sepultura. Nós, do Cães, combinamos de assistir ao show do Sepultura de um camarote que fica num nível mais alto. Mas o Alcatraz, que é locasso, resolveu curtir o show no mosh, e lá permaneceu durante todo este show. Resultado: sua pulseira de identificação de músico do evento foi desintegrada em bilhões de átomos. Eu pensava que o show do Sepultura seria bom, mas foi muito melhor. Depois desse dia eu passei a acreditar veementemente que Sepultura é a melhor banda de rock do Brasil.

(Cães do Cerrado. Foto por Hick Duarte – Goma Comunicação)
Ao final, antes de saírmos do Acrópole, um segurança nos informou que um rapaz teve os ligamentos que sustentam sua patela brutalmente rompidos ao ser esmagado contra algo no show do Sepultura. Cabuloso.
Deixamos o local e nos convidaram a ir a um fim de noite no Espaço Goma. Como já eram 4 horas da matina ninguém animou, exceto o Alcatraz, que aprendeu em Neves a aproveitar toda oportunidade que aparecer.

(Acrópole durante a apresentação do Sepultura – Foto por Goma Comunicações)
Domingo da Gente! – Dia 25 de outubro, manhã e tarde
Na manhã de domingo, ouvi a Babi, passando perto de onde eu estava dormindo e a perguntei as horas. Ela disse que seriam 8:30. Então perguntei novamente: “a que horas começa o café-da-manhã?”. Ela respondeu: “termina às 9:00”. Pulei da cama em desespero e desci para o café sem vergonha do cabelo à la Bozo. Todos tomaram café-da-manhã, menos o Malibu, que prefere dormir mais (sempre).
Após dormir, comer e voltar a dormir, acordei para voltar a comer. Iríamos almoçar e ir pros shows de domingo que seriam numa praça. Bem doido lá também. Rolou uma chuvinha fina que não botou medo em ninguém. Na verdade, quando começou a chover, eu junto com uma galerinha entramos debaixo do palco onde também dava pra curtir o movi. Doidera.
O primeiro show foi do Cidadão Comum. Muito doido. Me surprienderam para melhor. Então teve Manolos Funk e depois Graveola e o Lixo Polifônico, que fez a apresentação que eu mais curti no domingo. A partir daí comecei a curtir um programa de praça. Tomei um sorvete com os chegados, conversei na grama com a rapeize e depois comecei a andar paranóico quando um pássaro cagou no Edu (do Pegada). Paia.

(Foto por 37)
Vamos embora, minha gente, vamos embora sem demora - Dia 25 de outubro, noite
Às oito da noite voltamos para o ônibus rumando nosso retorno. Antes do busão partir, a galera pegou um violão e uns instrumentos de percurssão e fizeram um batuque que agradou a todos aqueles que queriam dormir. Na real, eu só curti quando mandaram um Tim Maia Racional “read the book, the only book, the book of gods, The Universe in Disenchantment, and you gonna know the truth”. Apesar de conceitualmente Timaiarracional ser a viagem mais torta da história da música brasileira, musicamente é bom. O reportório da galera foi predominantemente de música brasileira, mas, pela situação, combinaria mais música jamaicana.
O restante da viagem foi de boa. Vou pra sempre lembrar desse Jambolada. Eita viagenzinha foda. De todo mundo que ouvi falar algo sobre o festival ou sobre a viagem, o comentário era sempro o mesmo: “do caralho!”. Vou dizer: Pirei o cabeção!

(Despedida da Fora do Eixo Minas – Foto por Goma Comunicações)
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