Postado por alcatraz em Mar 12, 2011 como
Merdas,
Textos
Esta semana fomos surpreendidos por outro grande desastre natural. Não vou debater aqui exatamente sobre este, se você quiser basta ligar em qualquer jornal que logo você será atingido por outro tsunami de informações. Gostaria mesmo de comentar um aspecto que julgo ser interessante.
Você já parou pra pensar por que as maiores catástrofes naturais da história ocorreram justamente no século XX? Teria sido esse o pior século da história? Não necessariamente né, mas acredito ter uma explicação. Foi a partir desse período que começamos a monitorar e medir sistematicamente esses eventos, a própria escala Richter por exemplo, que é a escala mais utilizada para medir terremotos, só foi desenvolvida em 1935.
Na verdade primeiramente é preciso pensar que o clima da Terra é uma coisa dinâmica, e não constante como em geral agente tende a achar. Além disso, esses grandes eventos possuem tempos de recorrência relativamente bem definidos, portanto aos ouvirmos uma noticia do tipo “A maior enchente dos últimos 50 anos ”é bem factível pensar que a chuva que ocasionou essa enchente tenha um tempo de recorrência de 50 anos, e como nossa série histórica não é tão grande assim torna-se um pouco difícil ter noticia de eventos com tempo de recorrência de 10.000 anos por exemplo. Fazendo uma pesquisa rápida podemos ver que terremotos de magnitude entre 8 e 9 graus na escala Richter acontecem a uma freqüência de 1 por ano.
É claro que essas freqüências são levantadas com base em grandezas estatísticas, e portanto mesmo que um evento tenha um tempo de recorrência bem determinado pode ser que ele ocorra mais vezes ou mesmo que ele não ocorra neste período. Mas podemos utilizar essas ferramentas ao nosso favor principalmente pra termos um olhar um pouco mais critico e um pouco menos místico quando tratamos de temas como mudanças climáticas e grandes desastres naturais além de não nos deixarmos levar apenas por manchetes sensacionalistas da grande mídia.
Postado por Gigopepo em Mar 10, 2011 como
Gigopepo Fala Merda,
Merdas,
Textos
Olá frequentadores do nosso modesto blog (todos vocês 3)!
Essa terça não rolou atualização do Gigopepo Fala Merda por causa do carnaval, e foi durante esse intervalo que eu pensei em criar um jeito novo (e absolutamente inédito) de me comunicar com os leitores, muitas vezes preguiçosos como eu, desse blog. Tive a fantástica ideia de criar um podcast, algo bem descompromissado e com várias surpresas.
Veja bem, o grande problema de falar merda em um texto é que o ato de escrever em si nos força a pensar antes de falar alguma coisa, o que, na minha opinião, é maléfico para a ideia de ficar falando merda por ai.
Então é isso, a partir da semana que vem vou começar a postar podcasts ao invés de textos (o que não exclui a possibilidade de escrever merdas também.) E vou começar essa nova era falando sobre o assunto proposto pelo nosso leitor Carlos no post passado. A importância da internet e mídias sociais na conjuntura anal do Cães do Cerrado.
Abraços!
Gigopeo é dançarino da banda de Axé “Mães do Congado” e atualmente divide seu tempo em atividades tão variadas quanto Pólo, eski aquático e seu consultório de auto-ajuda.
Postado por alcatraz em Mar 5, 2011 como
Merdas,
Textos
Queridos amigos resolvi seguir o exemplo do nosso companheiro Gigopepo e resolvi utilizar esse blog pra escrever uns textos, comentar sobre assuntos diversos, ou resumidamente, falar umas merdas também.
Hoje pedirei licença para o Malibu, reconhecidamente o maior médium do Mundo, e quiçá do Brasil, e falarei sobre uma visão que tive.
Estava eu andando calmamente pelo centro da cidade por volta de 11h da manhã quando, não mais que de repente, tenho a perfeita visão do dia temido por muitos e desconhecido pela maioria, o dia em que a grande metrópole na qual habitamos entrará em colapso, o dia do “Congestionamento Final”. Na verdade já tinha ouvido alguns comentários a respeito mas nada que realmente me fizesse acreditar que esse dia realmente chegaria e é com muito pesar que descrevo aqui um pouco desse terrível dia.
Algo que me surpreendeu bastante é que em geral quando pensamos no apocalipse nos vem a cabeça a imagem de feras colossais cuspindo bolas de fogo, cavaleiros fardados cruzando o céu, terremotos e vulcões que entram em erupção, seres místicos, em fim, essas coisas. Mas não é bem assim que acontecerá. Esse fatídico evento começará por volta das 18h de um dia chuvoso no momento em que por uma incrível coincidência um simples sinal se desliga. Esse pequeno evento será seguido por um ainda mais corriqueiro, uma pequena batida entre dois carros. A partir deste instante o trânsito que já era caótico piorará vertiginosamente dando um verdadeiro nó, que será impossível de ser desfeito. Esses eventos serão acompanhados ainda por um buzinasso que parecerá durar por toda a eternidade e além e poderá ser ouvido por um raio de milhares de quilômetros. Esse evento a principio bem localizado irá crescer tanto, contagiando outras cidades tomando uma proporção impossível de ser descrita neste texto.
Pode ser que alguns sobrevivam a esse dia e ao olharem para o passado tentarão entender em vão como as pessoas utilizavam objetos tão complicados, de quase uma tonelada, com o funcionamento baseado em ciclos termodinâmicos extremamente ineficientes, para transportar massas de aproximadamente 100kg capazes inclusive de se moverem sozinhas, demonstrando uma completa falta de eficiência no aproveitamento dos recursos naturais.
Pode ser que eu não viva para testemunhar esse dia, mas espero que os poucos sobreviventes aprendam com os erros cometidos no período pré-apocaliptico.
Postado por Gigopepo em Mar 2, 2011 como
Gigopepo Fala Merda,
Merdas,
Textos
Chegou o dia, lá vai mais uma merda.
Hoje não tenho muitas ideias de assunto. Na verdade eu poderia falar dos 3 únicos que faltam, cinema, religião ou futebol.
Poderia escrever uma resenha sobre os filmes que eu vi e gostei muito ou meu filme favorito de todos os tempos (Jurassic Park). Talvez pudesse discorrer sobre minha opção pelo ateísmo e como eu acho impressionante como ninguém fez uma versão daquela música “Paparazzi” da Lady Gaga usando “Papa Nazi”. Poderia também falar sobre a minha paixão pelo futebol e comparar o meu time (Cruzeiro) com alguma banda de rock ou criar interessantes pontos de vista sobre as vantagens de ser cruzeirence.
Enfim, queria escrever algo recheado de polêmicas e erros ortográficos, mas talvez eu só consiga cumprir um desses desejos.
A verdade é que eu comecei essa coluna por causa de um impeto em escrever coisas que eu penso, mas como minha cabeça anda meio vazia (assim como sua barriga está vazia quando você tem diarréia) vou mudar um pouco as coisas.
Que tal dessa vez VOCÊS (sim! Você seu horroroso!) sugerirem um assunto? Qualquer coisa! Desde física nuclear até física quântica (que aparantemente são coisas bem diferentes).
O assunto escolhido por mim (sem critério algum) será a base de um novo texto na semana que vem! (provavelmente na quarta porque terça ainda é carnaval)
O poder é de vocês!
Gigopepo é guitarrista da banda e vive sua vida tranquilamente mesmo sendo um analfabeto funcional…
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Postado por fdinamite em Feb 25, 2011 como
Incategorizado
Beijar é uma coisa louca e absurda. Para os Cães do Cerrado, é um eterno aprendizado.
Às vezes nos perguntam qual é o tipo de beijo de que gostamos mais. É o na boca mesmo. O tradicional…
Música e beijo sempre caminharam juntos. Nas últimas duas décadas essa relação tornou-se mais forte do que nunca, gerando grandes benefícios, mas também medos na indústria musical. Os exemplos são vários, mas o maior expoente do movimento é com certeza a BANDA.
Devido à intensidade e velocidade das transformações catapultadas pelos avanços beijológicos, é possível hoje desenvolver uma sólida carreira musical abrindo portas apenas através do beijo. Aqueles que não beijam são pessoas más, que odeiam a ternura, o entusiasmo e a nobreza próprios do beijo na boca.
Os músicos mais jovens e antenados beijam empresários, produtores de festivais e, principalmente, possíveis fãs da banda, seduzidos pela música que se encontra imbuída na doce saliva de um beijoqueiro. A lógica é simples: Quer ter uma banda bem sucedida por um dia? Trabalhe. Quer ter sucesso completo pelo resto da vida? Beije. Beijar é ver a rosa sem o espinho; é sorver da ferida o veneno… O resultado é o sucesso total, tanto de crítica quanto de público.
Os números não mentem: 100% das bandas que amparam suas estratégias de produção musical e formação de público unicamente no beijo tem o mesmo resultado: Ótimas resenhas especializadas e milhões de discos vendidos. O beijo é um bom conselho. A boca é o segredo da felicidade.
O ponto em que isso se relaciona com os Cães do Cerrado é o caráter experimental e beijológico da banda, que é direcionado ao meio artístico para alcançar mais pessoas e gerar diferentes formas de fruição dos seus trabalhos musicais. Beijo é beleza. Beijo é barulho. Beijo é transgressão! O punk rock dos Cães do Cerrado é caracterizado por barulho e desafinação intencionais. Trata-se de um estilo musical imperfeito, ou melhor: trata-se da escolha deliberada da estética da imperfeição. Isso faz total sentido dentro de sua proposta beijológica, pois o beijo nada mais é que a prática dos seres imperfeitos, posto que a função do beijo é levar o ser humano à perfeição. Resumidamente, o beijo na boca não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade.
Para você que tem uma banda e está começando agora, vale muito a pena se informar sobre projetos musicais que incorporam o beijo (sendo o Cães do Cerrado um deles) e conhecê-los a fundo; são iniciativas interessantes e que exploram aspectos diferenciados das diversas possibilidades de integração entre arte, boca, língua e estratégias de formação de público musical. E se você se interessa mesmo por beijos, pode encontrar várias informações interessantes sobre todos os tipos de beijo na Bíblia.
Um beijo,
Cães do Cerrado.
P.S.: Créditos ao Meio Desligado, que, sem culpa nenhuma, inspirou o estilo deste texto!
Tags: beijo beijo beijo boca
Postado por Malibu em Feb 24, 2011 como
Pintura Escova

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